segunda-feira, 29 de setembro de 2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

ENCHENTE DE 1974 EM SOBRAL

Enchente de 1974, Praça "Coluna da Hora", lá no fundo vê-se a farmácia Santa Rita, à esquerda a loja Azteka e a padaria Coelho! Via Joscel Vasconcelos

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

BIOGRAFIA DE ANTÔNIO FÉLIX IBIAPINA DE SOBRAL - CE

Antônio Félix Ibiapina muito contribuiu para a medicina de Sobral como melhor ortopedista da cidade sem nunca ter se formado. Homem altamente prático e decidido , fato que levou a recuperar vários braços fraturados de crianças naquela época , inclusive de um irmão. Começou com animais essa sua especialidade e para tanto ele fabricava taliscas de carnaúba e prendia nas pernas e braços , fator importante para se conseguir a recuperação rápida. Sua fama foi crescendo e recebia até clientes recomendados por médicos para tratamentos dessas fraturas.
Exercia por outro lado, na Rua Ernesto Deocleciano, vizinho ao Osvaldo Rangel, a função de barbeiro-hoje cabelereiro. Tinha uma clientela conceituada e bem prestigiada pela sociedade sobralense. Antônio Félix era querido por todos os seus amigos devido sua verve ser sempre alegre. Mas, eu recordo bem , também , ele sendo juiz de partida no antigo Derby Sobralense nos anos 50, juntamente com Carlito Lopes, este juiz de chegada.
Tive a oportunidade de ser colega de turma do José Dias seu filho mais novo no Educandário São José e ser aluno da grande e competente professora Noeme Dias. Já no ginasial fui colega do Antônio Félix Filho,,inclusive terminando o ginásio junto. Com sua morte foi homenageado merecidadamente com um nome de rua na cidade.

Antônio Félix nasceu em 13 de abril de 1887 e faleceu em 1961.

Comentário de Ademir Arruda
Via Joscel Vasconcelos

sábado, 23 de agosto de 2014

Personalidades sobralenses. Aldemir Arruda

Dr. José Sabóia de Albuquerque 
Três posições de destaque ocupava ao mesmo o líder sobralense. Era o presidente da Fábrica de Tecidos, o Juiz da cidade e o chefe do Partido Conservador e com a redemocratização de 1945 ficou como Presidente da UDN de Sobral.
Nasceu de pais ricos, era filho de Ernesto Deoclesiano de Albuquerque e D. Francisca Carolina Figueira de Saboia, no dia 06 de agosto de 1871. Estudou com o meu bisavô o Prof. Arruda-Vicente Ferreira de Arruda em Sobral e conclui a Faculdade de Direito em Olinda.
No plano estadual apoiava o Desembargador Faustino de Albuquerque , para o Senado seu genro Plínio Pompeu de Saboia Magalhães e para deputado estadual José Clodoveu de Arruda Coelho. 
Para José Saboia foi uma decepção não eleger seus candidatos a prefeito e a deputado estadual. Mas com vitória do Governador Faustino , nomeou Clodoveu Arruda para Secretário Interior e Justiça e João Melo a garantia de uma futura candidatura a deputado estadual em 1950. Mesmo com o falecimento do chefe político mais importante de Sobral em 29 de abril de 1950, o candidato derrotado a prefeito de 1947 foi eleito em outubro de 1950 a deputado estadual e em 1955 nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Município.

João de Alencar Melo, advogado, amazonense que chegou em 1934 a Sobral como amigo de Chico Monte para trabalhar da Coletoria de Rendas. 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

As primeiras habitações de Sobral



Ao redor da Matriz e, mais tarde, da capela do Rosário surgiram as primeiras casas da povoação, geralmente baixas, quase sempre de tijolos e cobertas de telhas, e pertenciam a pessoas de boa linhagem, das quais descende grande dos habitantes de Sobral.

Os bairros da Matriz e do Rosário formavam dois pequenos centros de atividade, que pouco a pouco foram se desenvolvendo até que se uniram mediante o aparecimento de novas ruas

Como não havia nesse tempo a preocupação do urbanismo, resultou disso a irregularidade da edificação, sem alinhamento e sem estética, sobretudo nas adjacências das supraditas igrejas.

No começo do século XIX começaram a surgir casas melhores, até mesmo sobrados de boa aparência.

Notava o ouvidor Carvalho que em 1815 só havia em Sobral um sobrado, edificado à Rua Velha do Rosário, hoje Coronel José Sabóia, em 1814, pelo Coronel José Inácio Gomes Parente.

Detrás da Matriz era a casa de Gregório Francisco de Torres Vasconcelos, que foi professor de Latim e teve larga projeção social nas terras da Caiçara.

Diziam os antigos que na mesma rua funcionara durante muito tempo a Câmara Municipal, que tempos depois transferiu sua sede para o local onde surge hoje o palacete da Prefeitura.

Depois da praça da Matriz, o trecho mais antigo da cidade é a Rua das Dores, chamada Rua do Rio, depois a Rua Nossa Senhora do Bom Parto, hoje Pe. Fialho.

Na Rua do Rio tinha a sua casa de residência o coronel Francisco Ferreira da Ponte, filho do coronel Gonçalo Ferreira da Ponte, tronco desta família no Ceará. 

Estava ela situada numa esquina, à direita de quem vindo da praça da Matriz vai à capela das Dores.

Quando o  capitão Antonio Rodrigues Magalhães passou em 1756 a escritura de doação de cem braças de cada lado da igreja, excetuou alguns chãos, entre estes o da casa do coronel Francisco Ferreira da Ponte, seu amigo.

Em seguida vêm a Rua do Rosário (Rua Velha do Rosário), hoje Cel. José Saboia, e a Rua Nova, denominada até pouco tempo Rua coronel Campelo, que construiu ali um sobrado, defronte da igreja do Rosário, e hoje Ernesto Deocleciano.